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Apagar o fogo

por Rui Passos Rocha, em 28.08.13

Ouvi dizer há tempos que os países da Europa do Sul, por serem aqueles em que as leis e a Justiça pior funcionam na Europa comunitária, são também aqueles em que mais advogados e juristas há por, vá, 1000 habitantes (não fui confirmar: dá demasiado trabalho e a "certeza" deste "facto" é o que sustenta o que vou dizer a seguir, logo não me convém infirmá-lo). Acontece que, segundo o Correio da Manhã, esse farol de coisinhas deliciosas, pelo menos 10 fogos dos que têm tirado o sono a muitos bombeiros - e a muita gente de esquerda raivosa de fraternidade - foram ateados pelo mesmo homem como vingança por a sua ex-namorada o ter trocado por um bombeiro. É ternurento, não é?

 

Eu sei que uns quantos especialistas associam a maior área florestal ardida no Norte e no Centro ao facto de os pinheiros bravos e os eucaliptos, que por ali pintam a paisagem, arderem muito melhor do que os sobreiros do pachorrento Alentejo. Isto é factual, mas os factos são aborrecidos. Gosto de pensar que deus nosso senhor estava em dia não quando decidiu juntar flora de boa combustão e gentes mais conservadoras do que a média numa mesma área geográfica. Perdoemos-lhe, como pede Jesus no evangelho de Saramago. E convenhamos que, sendo as gentes deste tipo e as árvores daquele, a empregabilidade para bombeiros nesta área do país é coisa para merecer um brinde - com cerveja, é certo - de Pires de Lima. Mais a Sul, onde se faz cortiça, a casca grossa dos sobreiros pode bem ser parte do que faz dos homens mais homenzinhos.

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publicado às 16:19


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