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Considerações sobre Coina

por Rui Passos Rocha, em 14.07.13



Foi um sketch de Herman José que me deu a conhecer Coina, mas só lá fui ontem pela primeira vez. Em verdade vos digo, porém, que não vale o esforço nem o tempo investido. Em torno da rotunda que assinala o centro de Coina há somente vivendas e prédios decadentes, o "talho da Michelle" para se lhe comprar as carnes, uma placa na rua que diz "proibida a venda ambulante", não vá a Michelle fazer-se à estrada, outra placa com o primeiro princípio da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a reforçar a anterior, uns quantos bancos públicos - e por aí ficamos. Fiz eu 40 minutos de comboio e outros 30 a pé para não mais nem menos do que testemunhar a decadência de Coina. Até quem assentou arraiais em Coina prefere os arredores, onde há um McDonald's, um Jumbo, um Aki, uma Decathlon e outras javardices que Coina, por si só, já não proporciona. Mesmo os fuzileiros do nosso exército, que por ali perto treinam, preferem a Mata da Machada a Coina (não estou a insinuar nada, atenção). Arrsco mesmo dizer que Paulo Portas não trocaria as Necessidades pela Travessa Sacadura Cabral de Coina (nem aqui). Não o censuro. Depois de ontem estou como Santo Agostinho: não quero mais Coina.

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publicado às 15:24

Funcionário da Carris vítima da Administração e do Ministério da Economia

 

Esta é uma notícia e pêras (salvo seja). Não sei se os estimados leitores sabem, mas “a empresa (a Carris) dispõe nas suas instalações de barbearias apetrechadas para uso exclusivo e privativo dos seus trabalhadores, incluindo reformados”. Eu não sabia. 

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publicado às 12:43


Onda de calor

por Bruno Vieira Amaral, em 10.07.13

Era isto? Fraquinha.

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publicado às 00:52


Novo governo, novo programa

por Frederico V Gama, em 09.07.13

A. J. Seguro, como de costume, não entende nada do que diz e, felizmente para ele, raras vezes diz coisas que se entendam. Agora menciona a necessidade de um novo governo para um «novo programa cautelar» de apoio a Portugal; Seguro nem as coisas óbvias aproveita — por exemplo, se há um novo governo (e trata-se, de facto, de um novo governo), é preciso um novo programa de governo. Mas ele não é homem para se perder com detalhes. 

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publicado às 15:13


De tu querida presencia, comandante Camila Vallejo

por Rui Passos Rocha, em 09.07.13

 

 

«La exlíder estudiantil chilena Camila Vallejo oficializó su candidatura a diputada por el Partido Comunista (PC) en las elecciones generales y parlamentarias del próximo 17 de noviembre.» [daqui]

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publicado às 10:31


O que faz falta é animar a malta

por Rui Passos Rocha, em 08.07.13

Consta que, no tempo das Guerras Púnicas, o senador romano Marco Porcio Catone - Catão para nós, que somos bem mais musicais - terminava sempre os seus discursos assim: "De resto, proponho que Cartago seja destruída". Não querendo comparar os dois impérios, o Romano daquele tempo com o que hoje vai mais coisa menos coisa de Freixo de Espada à Cinta a Odeceixe, até porque aquele foi quase conquistado por Aníbal e no nosso nem vê-lo, parece-me que as pré-férias parlamentares em Portugal podiam ser bem mais animadas se, no rescaldo do acto de dissimulação, um deputado, por exemplo Jerónimo de Sousa, terminasse os seus discursos dizendo: "De resto, proponho que Paulo Portas seja aplaudido em pé durante os próximos cinco minutos por todas os deputados presentes". Ou, sendo mais realista: "De resto, portanto, proponho que Paulo Portas seja, portanto, aplaudido em pé durante, portanto, os próximos cinco minutos por, portanto, todos os deputados presentes".

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publicado às 12:41


O legislador é uma pessoa que legisla

por Frederico V Gama, em 08.07.13

Enquanto mais de metade da nação se prepara para invadir os areais ou limitar-se a suportar a vaga de calor, há quem esteja a fazer o seu trabalho toujours comme d'habitude. Isso deixa-nos uma grande margem de esperança nos dias que hão-de vir, relembrando que o legislador é uma pessoa que legisla e cuja memória não tem limites. Que o Senhor os proteja. O legislador é o meu pastor, nada me faltará.

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publicado às 07:46


Coisas importantes

por Tiago Moreira Ramalho, em 07.07.13

Fez bem em expôr a minha emigração, o bom Frederico. Medroso que me entrasse areia pelas traseiras do computador adentro, desloquei-me à Caparica apenas na companhia de leituras menos virtuais e mais resistentes ao vento e aos solos arenosos. Tive muito tempo, porque tenho especiais antipatias pelos mergulhos em águas geladas, além de que repor a camada de creme que me boto a fim de me proteger dos UVs é processo moroso e de dispêndio considerável. A tenda, ademais, dava-me conforto e reserva suficientes para me aguentar uns dias em sério isolamento balnear. Nos entretantos, porque me mantenho cidadão informado e atento, parece que a bacia do Mediterrâneo continua o seu processo revolucionário em curso que vem desde Brutus. Nada que não se resolva com algum desprendimento. Ler, por exemplo, um conto de Sena, sobre um homem a quem custa a sentar tanto pela grandeza que não verga como pela dimensão da genitália doente, e a quem surgiam, sem grande aviso, também, fragmentos de poesia que lhe valeram, a ele, de muito pouco. Isto porque há coisas importantes.

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publicado às 21:17


O nosso correspondente em Portugal

por Frederico V Gama, em 07.07.13

Enquanto os meus companheiros de blogue emigraram para Praia de Mira, eu acompanho a Pátria. O essencial sobre o assunto (10 milhões de habitantes incluindo 6 milhões de marcianos e um bom punhado de fãs de Tony Carreira), de resto, já foi dito e não há muito mais a acrescentar. Se o Presidente da República aceitar esta proposta, António José Seguro salva-se e Arménio Carlos tem a vida facilitada. O povo da rua vai continuar a ser ouvido pelas televisões a pedir eleições antecipadas, e os comentadores continuarão a exercitar-se porque é preciso ganhar audiências e salvar o emprego enquanto os portugueses começam a ficar abalados nas suas inabaláveis e irrevogáveis convicções e partem para a praia. Fazer transitar Portas para a primeira linha é um ganho de substância porque é alguém que vai explicar as tarefas do governo sem colocar os advérbios antes dos complementos directos enquanto os marcianos procuram a frase seguinte. Entretanto, o PSD, como lhe compete, transforma-se no partido do táxi.  

Em suma, a oportunidade de saber como se salva o país no entender de Seguro, Soares, Catarina Martins, Isabel Moreira e Arménio Carlos, pode ficar adiada. Não sei se é uma boa notícia.

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publicado às 17:10


O nosso correspondente em Belém

por Frederico V Gama, em 06.07.13

Enquanto os meus companheiros de blogue emigraram para a Foz do Arelho, eu estou a analisar cientificamente o impacto das declarações do primeiro-ministro. Tendo em conta que o Presidente da República vai ouvir os partidos e restantes agremiações na segunda e na terça-feira, suponho que esta decisão de avançar para um novo governo e um novo programa de fomento constitui uma ultrapassagem do Presidente — por um governo que anteontem estava esburacado e hoje é uma muralha de aço contra a instabilidade. Grandes momentos de história pátria. Não regressem da Foz do Arelho, não.

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publicado às 19:58






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