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Subsídio de refeição

por Frederico V Gama, em 05.05.13

A RTP pediu aos jornalistas que foram fazer a cobertura do congresso do PS para devolverem o subsídio de refeição desse fim de semana, porque o PS tinha providenciado catering. Moralmente sublime e quase indiscutível. De igual forma, a contabilidade da RTP deve reter o subsídio de refeição pago a Luís Marinho, Alberto da Ponte e Cunha Vaz, por exemplo, no dia em que foram almoçar com Miguel Relvas para lhe anunciar que José Sócrates era a nova aquisição da RTP, porque parece que quem pagou a conta foi Miguel Relvas. Passos Coelho, quando descobriu, mandou-o apresentar a demissão.

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publicado às 18:08


Prevejo um swap, de novo

por Frederico V Gama, em 05.05.13

Se hoje, às 19 horas, o senhor doutor Paulo Portas pronunciar uma, uma que seja, uminha, uma pequena adversativa contra as medidas do governo em que participa, eu voltarei aqui para defender, mais uma vez, que o governo, esse mesmo, deve abandonar o país na direcção da Nova Zelândia depois de o primeiro ministro entregar a pasta das despesas correntes (água, luz, gás natural, mercearias, tv cabo e assim) ao senhor professor Cavaco, e portanto o país pode finalmente eleger um governo que lhe agrade mais e faça a vontade a todos. 

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publicado às 18:00


O Dia da Mãe no jornal das fracturas

por Frederico V Gama, em 05.05.13

Mãe e filha visitam a redacção do Público


Leio, com muita comiseração, esta peça do Público sobre o Dia da Mãe e sobre como as mães de raparigas e rapazes que emigraram estão, deixa cá ver, cheias de "orgulho, tristeza e preocupação". O assunto toca-me profundamente porque é bom ver que o jornal das causas fracturantes se preocupa com o Dia da Mãe, lá está, e especialmente, ou exclusivamente, com o dia das mães de raparigas e rapazes que emigraram e que estão cheias de "orgulho, tristeza e preocupação". Uma pessoa lê o artigo e a tristeza e preocupação não são coisas assim tão negativas, mas o Público, alimentado pelos tickets de caixa do Continente, tem sempre essa tentação de ver quão estamos tristes e preocupados, pelo menos tão tristes e preocupados quanto as fotos dos colunistas do jornal. Como é sempre uma injustiça emigrar, há mesmo o caso de uma jovem que está na Holanda, na Fontys Hogeschool voor de Kunsten, a estudar dança, e teve de suportar um intercâmbio com a Universidade de São Paulo, e a mãe fica muito triste porque a filha tem de sair de Portugal. Há também o caso da mãe de uma engenheira civil de 27 anos que está em Londres a trabalhar (emprego "que diz adorar", acrescenta o jornal), e o de uma outra mãe que assinala que "o país está a negar o futuro aos jovens portugueses"; ela é mãe de uma hospedeira da Qatar Airlines, considera que a experiência da filha é "enriquecedora" mas preferia que a Qatar Airlines tivesse contratado a filha com o salário por inteiro para não sair do bairro onde vive a família, porque trabalhar para muçulmanos é chato, o problema é que os aviões voam de um lado para o outro ("É bem paga", diz esta mãe), o que nega o futuro aos jovens portugueses, e o Público está atento ao problema, solidário como é. O mundo não está bem feito, as mães portuguesas sentem que é injusto quando os seus filhos estão a ter sucesso lá fora e são bem pagos, porque estão longe (os filhos não são propriamente adolescentes de 17 ou 18 anos, mas raparigas maduras de 27 ou 29, e os rapazes já não mudam as fraldas porque têm quase 30 anos, mas o Público sabe que uma mãe é sempre uma mãe e que o lugar dos filhos, pelo menos até à véspera de contrairem matrimónio, porque o Público defende o casamento de toda a gente, é ao lado da mãe). 

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publicado às 17:31


Foi um swap

por Frederico V Gama, em 03.05.13

Inexplicavelmente, o primeiro ministro não apresentou a demissão do governo. Mas das nove da noite de hoje, sexta-feira, até ao dia 6 de Maio às 20,00 horas, não se vai pensar noutra coisa.

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publicado às 20:55


Pobre Nixon, apesar de tudo não merecias.

por Frederico V Gama, em 03.05.13

Não sei como isto foi possível. O neto de Richard Nixon,  Christopher Nixon Cox, visita a China na companhia da mulher, para assinalar o 100.º aniversário do avô. Há imagens que sinceramente.

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publicado às 15:03


Alicates e dentadas

por Frederico V Gama, em 03.05.13

Sofia Matos quase arrancava os cabelos a Daniel Lourenço, que tentou defender-se com um alicate e acabou por morder Filipe Couto Reis. Em São Martinho do Bougado comenta-se bastante o caso porque tudo se deu numa rua sem saída. Lourenço confundiu Couto Reis com a miss BumBum e publicou uma fotografia no Facebook onde é visível a depilação nas omoplatas, mas a secretária-geral adjunta já desmentiu o ataque através do ask.fm, enquanto a GNR da Trofa pondera convidar Nicolas Maduro para padroeiro das festas da cidade. Está tudo contado aqui.

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publicado às 01:02


Do que tu precisas é de dois swaps

por Frederico V Gama, em 03.05.13

O primeiro ministro vai hoje à noite anunciar cortes de seis mil milhões. É escusado. O governo deve demitir-se imediatamente, apresentar a conta de exploração corrente e deixar a Portela com destino à Nova Zelândia. Concomitantemente, o país deve eleger por televoto um governo que lhe agrade, que diminua rapidamente o desemprego, ponha tudo isto a crescer (ninguém percebeu ainda que o problema é do crescimento, e que Gaspar e Santos Pereira são baixotes), desça a idade para o consumo de drogas leves, aumente os salários, baixe os impostos, traduza o blog de Paul Krugman, construa a terceira auto-estrada entre Lisboa e o Porto e abra concursos para a função pública. A receita dos SMS de valor acrescentado do televoto eleitoral pode ser aplicada na criação de ciclovias. Mas o importante é que o governo se demita. As ideias de António José Seguro para a criação de emprego, emprego, emprego (repetir três vezes, que eu bem vi), para o crescimento e para a prosperidade são bem conhecidas de todos, e formaremos um governo com jornalistas de esquerda, Ana Drago, pessoas amigas de Paulo Campos, pessoas que vêem Jorge Coelho na televisão e a contribuição do bispo Januário. Mas, antes de tudo, Nova Zelândia com eles. Entregues aos maoris. Nós cá nos arranjaremos. Temos o Galamba, o Arménio Carlos e o Vasco Lourenço. Vai correr tudo bem.

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publicado às 00:04


Do que tu precisas é de um bailout, dois

por Frederico V Gama, em 02.05.13

Gosto muito. Por exemplo, quando Vale Azevedo era presidente do Benfica e ia levar o Glorioso, et pluribus unum, até ao zénite, lembro-me de um repórter da TSF lhe perguntar à saída do estádio, et pluribus unum: "O senhor doutor acha que a arbitragem está a prejudicar o Benfica, e que isso pode ter influência no campeonato de forma decisiva, e que isto é tudo uma ladroagem pegada?" O futuro Jonathan Valley semicerrou um dos olhos, reflectiu um segundo e respondeu: "Acho." Gritaria da TSF daí a minutos: "Jonathan Valley acha que a arbitragem está a prejudicar o Benfica, e que isso pode ter influência no campeonato de forma decisiva, e que isto é tudo uma ladroagem pegada, abram alas." 

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publicado às 23:51


Do que tu precisas é de um bailout

por Frederico V Gama, em 02.05.13

Que a Antena 1 envie a Havana uma pobre alma fazer a reportagem sobre o 1.º de Maio em Cuba, é uma coisa que deve estar no caderno de encargos da empresa pública que o Mr. da Ponte definiu como pop smart, porque a pátria de Fidel é, tirando Varadero, a democracia em estado puro, uma espécie de ex-RDA com salsa e rumba. Que o governo e as instituições e as figuras de cera, a oposição e a Antral, por exemplo, não tenham caído no instante em que Mr. da Ponte definiu a RTP como pop smart, só isso já é uma coisa que me escapa, mas deve ter a ver com complicações hormonais do próprio país. Que não tenham enviado ninguém, com o José Luís Peixoto, a Pyongyang ou a Pequim, ou a Venciana, ou a Caracas, também me passou em branco, e acho uma injustiça porque onde são garantidos os direitos dos trabalhadores deve estar um repórter da Antena 1. Onde há um direito do trabalhador está alguém da nossa rádio pública, que é como deve ser, ou então pode ir alguém da Antena 3, que também é pop smart e os Linda Martini ficam bem em qualquer lugar onde se admitem vozes desafinadas. Mas o que me obrigou a suster a respiração foi a Ana Lourenço, na SIC Notícias, a sugerir ao Senhor Doutor Bagão Félix, que tinha acabado de anunciar, em simultâneo, o apocalipse, um strip-tease de Christine Lagarde e uma campanha de preços do Pingo Doce, com aquela cara de quem anuncia, em simultâneo, o apocalipse, a morte do major Alvega e a merda em que isto está: "Com este ministro das finanças não vamos lá..." Reparem bem no que eu disse: a sugerir. Porque não foi uma pergunta (do género: "Doutor Bagão, que quido, e acha que o Gaspar é homem para estas farras?", onde o ponto de interrogação significa que se fez uma pergunta). Não. Foi assim: "Com este ministro das finanças não vamos lá..." (onde as reticências significam "Bagão, vá, follow me..."). Melhor do que isto só os repórteres que, na TVI24, acompanharam em directo e com Vicodin o desfile do 1.º de Maio. Queriam rumbas, estes, queriam...

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publicado às 23:24


Eton e sabonete [2]

por Tiago Moreira Ramalho, em 02.05.13

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publicado às 21:54






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