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Considerações sobre Coina

por Rui Passos Rocha, em 14.07.13



Foi um sketch de Herman José que me deu a conhecer Coina, mas só lá fui ontem pela primeira vez. Em verdade vos digo, porém, que não vale o esforço nem o tempo investido. Em torno da rotunda que assinala o centro de Coina há somente vivendas e prédios decadentes, o "talho da Michelle" para se lhe comprar as carnes, uma placa na rua que diz "proibida a venda ambulante", não vá a Michelle fazer-se à estrada, outra placa com o primeiro princípio da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a reforçar a anterior, uns quantos bancos públicos - e por aí ficamos. Fiz eu 40 minutos de comboio e outros 30 a pé para não mais nem menos do que testemunhar a decadência de Coina. Até quem assentou arraiais em Coina prefere os arredores, onde há um McDonald's, um Jumbo, um Aki, uma Decathlon e outras javardices que Coina, por si só, já não proporciona. Mesmo os fuzileiros do nosso exército, que por ali perto treinam, preferem a Mata da Machada a Coina (não estou a insinuar nada, atenção). Arrsco mesmo dizer que Paulo Portas não trocaria as Necessidades pela Travessa Sacadura Cabral de Coina (nem aqui). Não o censuro. Depois de ontem estou como Santo Agostinho: não quero mais Coina.

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publicado às 15:24






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