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Djavan e o Presidente da República ou vice-versa

por Frederico V Gama, em 05.07.13

Amigos meus, preocupados, pedem moderação. Eu também. O primeiro gesto de moderação devia chegar do presidente da República nesta próxima segunda-feira, depois de ouvir os partidos registados e seria mais ou menos assim: "Meus amigos, precisamos de moderação. Acho preferível os senhores irem para casa. Avancemos."

Esta posição é muito banal, concedo. De modo que me apetece falar de Djavan. O cantor alagoano diz que tem esta vida maravilhosa e que a sua voz tem o brilho de sempre porque mantém alimentação saudável à base de legumes e frutas, não bebe e não fuma (nem baseado) e a sua vida sexual é tão tranquila como a das tartarugas dos ilhéus de Fernando Noronha. Acontece que Djavan é um compositor cujas canções são boas desde que não sejam cantadas por ele. O seu extraordinário dom resume-se a transformar canções completamente diferentes numa mesma e única canção, e um disco seu tem, sobre Sérgio Godinho, a vantagem de ter menos 80% dos versos, alguns deles copiados de Gilberto Gil, como "tiriri, tiriri, popiuti, otitititi, piracuarí" ou "badaba, dududidim, panatatatititi". O seu grande sucesso, a meu ver, é "Faltando um Pedaço", canção que resume o essencial de Djavan: se não fosse esse pedaço (o saber cantar, por exemplo, canções ligeiramente diferentes umas das outras), Djavan seria audível. Aliás, Djavan até pode ser escutado quando canta canções de outros compositores, como Dorival Cayimi ou Vinicius, mas juntar as suas duas condições (autor e cantor) é certamente penoso. Sendo assim, vou ouvir Luiz Melodia, que é muito melhor e sobre o qual escreverei um dia destes, se os meus companheiros de blogue não me expulsarem antes do próximo fim-de-semana.

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publicado às 12:45






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