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Neurohumanidades

por Tiago Moreira Ramalho, em 10.05.13

Um conjunto de investigadores parece estar a fundar uma nova brincadeira académica. O entretém é uma necessidade absoluta e desta feita o que se pretende é vasculhar no cérebro o que é que acontece quando está a pessoa de bem exposta à «experiência» que pode ser a leitura de um texto. Chamaram-lhe «neurohumanidades». Não passa isto do resultado extremo de uma obsessão do nosso tempo. Exigimos que tudo seja científico e irrefutável, com imagenzinhas coloridas e «fluxos» e «estímulos». Pelo meio esquecemos que a arte é arte pelo seu carácter transcendente, metafísico. Não a compreendemos nunca. Mesmo o crítico mais habilidoso não vale pela sua explicação do que quer que seja (pr’ó diabo com isso), mas sim, e de novo, pela sua arte no exercício (o sr. Wilde explicou melhor que eu). Acho bem que se dê dinheiro, por causa da economia e tudo; mas não se duvide, por um momento só, da vanidade do exercício – não se trata assim, com TACs, coisas tão sérias.

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publicado às 11:46






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